4 anos

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Ainda era maio e a Alice já fazia planos para o seu aniversário. “Quero 3 bolos”, dizia ela. Motivada por esta empolgação também em maio comprei-lhe o vestido do anos, uma daquelas desculpas que eu adoro para comprar roupa bonita.

A conversa dos anos era tão constante que ela passou a acreditar que já tinha 4 anos antes mesmo de julho chegar.

E julho demorou mas chegou. Então lá fui eu ao meu Pinterest buscar inspiração para 3 bolos de aniversário. Sem nenhum talento para a doçaria, os meus bolos tortinhos, imperfeitos e feitos a última hora cumprem o seu papel e arrancam sempre sorrisos dos meus pequenos aniversariantes. No fundo é isto que importa, não é mesmo?

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Este foi já o terceiro bolo, bolo da festa para amigos e familiares. Segundo a Alice não foi o seu preferido mas estava “um bocadinho bom”. Pelo menos serviu para apagarmos as velas duas vezes.

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O resto da tarde ela passou entre brinquedos novos e o bebé favorito, que só largou mesmo para apagar as velas.

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4 anos! É incrível como o tempo escapa-me.. Quantas vezes dou por mim a vigiar lhe o sono, único momento de calma, quando consigo prestar atenção aos detalhes, observar bem as feições que mudam e ao cumprimento das pernas! Está tão grande que em breve precisará de uma cama maior. E daqui daqui 12 meses aqui estarei eu outra vez a lamentar-me do tempo que passa e a falar da festa dos 5 anos. Mas antes disso vou focar me em desfrutar o mais que posso os pequenos momentos das nossas vidas. “Parabéns, linda Alice!”

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Os barcos do Vicente

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Provavelmente todos os pais irão concordar que ressaltar as conquistas dos nossos filhos, mesmo as mais pequenas, é um incentivo muito importante e de crucial importância para a construção e cultivo da autoconfiança, autoestima e independência deles.

A escola do Vicente tem a mesma convicção e neste ano de pré-primária está a focar-se muito neste incentivo de forma a a torná-los mais autónomos e confiantes para a próxima etapa, a primária.

No princípio do ano escolar, numa das raras vezes que fui levá-lo a escola, reparei numa estrela amarela que se encontrava no fundo da sua caixa pessoal. Era a primeira estrela de mérito que o Vicente recebeu neste ano! Por uma conquista sua. A estrela era dele, mas eu fiquei muito orgulhosa, obviamente.

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O Vicente foi o primeiro da turma a fazer um barco de papel sozinho, pudera, ele passou o verão inteiro a praticar e colocou toda a família a fazer barcos. E eu que já nem me lembrava como se fazia, ainda bem que para isto há o you tube.

Criando Memórias

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Ok, a verdade. O título deste post era para ter sido Descobertas e eu iria falar do quanto às vezes me apetece inovar, ir a descoberta de lugares novos e de ter experiências diferentes explorando melhor a cidade onde vivemos. Mas depois de colocar a segunda parte das fotografias, que retrataram momentos do nosso último domingo, percebi que o que eu realmente queria refletir não era isso. Melhor, também era isso, mas não era só isso.

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Era mais isto:

Há quase 10 anos que eu vivo a 8.788km de distância da minha família e já cheguei a ficar mais de 3 anos sem ver o meu irmão. Se é difícil? Nossa, é tão difícil que as vezes até dói. O que eu faço nestes momentos? Me alimento das minhas memórias de infância, relembro e de certa forma revivo os nossos momentos em família. O meu pai era o grande motivador das nossas “aventuras”, gostava de nos proporcionar momentos de contato com a natureza e a vida mais simples. Para nós era um mundo completamente diferente pois durante a maior parte do ano éramos crianças da cidade. Eu me revejo agora um pouco no papel do meu pai pois agora percebo bem o amor intenso dele por nós e a necessidade que ele tinha de nos proporcionar momentos bonitos e especiais, que tiveram e têm uma grande influência em mim. Graças a esta bagagem toda que carrego sempre comigo, consigo sobreviver a distância que hoje me separa da minha família.

Mais do que encher os meus filhos de brinquedos, quero enchê-los de experiências novas. Quero consturir com eles muitas memórias novas e quero também que eles tenham muitas histórias para contar, um dia quando forem adultos, e que se lembrem com carinho dos nossos dias juntos, sempre juntos, com sorrisos, gargalhadas, birras, choros, discussões, cócegas e tudo mais. É tão viver todos os dias com estas duas personagens espetaculares.

Nós

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Sim, eu sou daquelas mães que gostam de ter os filhos sempre à sua volta, na “barra da saia”. Sim, eu também sou daquelas mães que está sempre a encher os filhos de beijos e a repetir 355 vezes ao dia que os amo e que são lindos e perfeitos. Infelizmente não tenho muitas fotos com os meus filhos pois sou sempre eu a tirá-las e nunca apareço. Talvez por esta razão eu tenha ficado tão apaixonada por esta foto. Eu me lembro deste dia, era dia das mães e eu estava grudada neles mais do que nunca, só agora se lembraram de me mandar como presente pelos 2 anos da Alice, completos ontem.

Já foi há dois anos atrás que passamos a ser uma família de 4! Incrível como eu mal consigo me lembrar como era antes, sem ela. Quando ela se preparava para chegar o Vicente não ligava muito, depois, quando ela chegou, passou a ter um pouco de ciúmes e agora chora quando a perde de vista e implora para que eu vá buscá-la. Somos 4 realmente muito unidos.

Hoje fico por aqui mas amanhã volto com o post especial dos 24 meses da pequena Alice.
Um abraço à todos.