5 anos

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Porque ao meio dos 4 já pensavas nos 5. Não porque tivesses pressa em crescer e ser grande como o Vicente, está bem, talvez quisesses ser grande como o Vicente, mas, ainda mais do que isso, tu adoras festas, prendas, amigos e adoras ser o centro das atenções, uma contradição para quem é tão tímida. Na tua festa de 5 anos tiveste o bolo das princesas que tu mesma escolheste, a Minnie espetada no bolo, gomas,balões, amigos, prendas e mais prendas, brincadeiras e muito calor, tudo que pediste durante meses a fio. Faltaram a tia e a avó e é por isso que já pensas na festa dos 6 anos. Mas nesta só falaremos daqui um ano quando já fores crescida e estiveres a caminho da primária. Para já ainda és a minha menina pequena. Ahh e antes de acabar este post, te agradeço por teres deixado de lado os vestidos cor-de-rosa da tua prima para vestir a roupa que eu te ofereci especialmente para os anos, estavas tão linda!

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Férias Antecipadas

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No fim de junho/início de julho fomos passar uns dias num turismo rural no Alentejo. Não é a primeira vez que fazemos isso mas a primeira vez que criamos coragem de levar as crianças. O primeiro dia foi caótico e eles reclamaram de quase tudo mas a partir daí as coisas começaram a acalmar e no último dia já estava eu a sonhar com uma moradia e com um jardim para eles correrem livres e à vontade como faziam ali, foi difícil deixar esta liberdade para trás.

Nos dias que estivemos por ali aproveitamos para ir cedo à praia da Zambujeira e Odeceixe. O vento muito forte e a água gelado nos tiraram a coragem no terceiro dia, o que nos levou a ir conhecer o Cabo Sardão, com a sua vista espetacular para o mar.

Quando a semana no Alentejo acabou rumamos para sul, para o nosso “pouso” favorito de sempre, a casa da bisa. A Alice ia contentíssima pois isso queria dizer que o aniversário dela estava a aproximar-se. Os dias em Silves foram de extremo calor e quase todos os dias, ao fim da tarde, não tivemos hipótese senão fugir para a praia.

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lara, terceiro mês

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Lara, aqui estão alguns momentos do teu terceiro mês de vida, muitos outros ficaram de fora pois não cabiam todos num post só, eu fotografei-te tanto neste mês..

Passamos a maior parte dos dias em casa, retidas por causa da chuva e o do mau tempo. Eu gostava que tivesse sido diferente, que este maio de 2016 tivesse sido como o dos outros anos, ensolarado e primaveril, mas mais parecia que estavámos no outono. Tiveste tosse e nariz entupido quase o mês todo.

O teu cabelo era castanho mas parecia estar a ficar cada vez mais claro e mais ralo. Foste o meu primeiro bebê a ter crosta láctea e confesso que nem sabia o que era antes de ti. A tua pele é atópica como a dos teus irmãos mas num grau muito agravado, diria eu. A vermelidão do teu pescoço, que não saia desde o teu primeiro mês, agravou-se a tal ponto que virou uma inflamação e já mal me deixavas aplicar-te os cremes. Neste mês fomos as duas à tua primeira consulta na Estefânia e onde nos disseram o que eu já sabia: tens uma pele muito má.

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Como um recém nascido que ainda eras, precisavas ainda de dormir muito durante o dia muito embora estivesses sempre a acordar e desde esta altura já fizesses sonos muito curtos. Tens um sono extremamente leve apesar de teres sido habituada a dormir com o constante barulho dos teus irmãos. Muitas vezes adormeceste ao meu colo depois de mamar, gostavas que eu batesse de leve no teu rabinho e me quase sempre me obrigavas a levantar-me para te embolar. És o meu terceiro filho e provavelmente o mais cheio de manias e eu me pergunto como deixei isto acontecer, não era suposto eu já ser experiente o suficiente? Mas tu és tramada e uma grande refilona.

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És adorada pelos teus irmãos. Neste mês o Vicente estava sempre a beijar-te, sem fazer grandes conversas e tu também não tinhas grande reações, ficavas apenas a olhar para ele. A Alice insistia sempre em te pegar ao colo e eu aos poucos fui consentindo cada vez mais porque ela era tão doce ao pedir que eu não conseguia resistir, mas verdade seja dita, ela sacode-te tanto que não é preciso 30 segundos para começares a chorar.

Os teus momentos preferidos continuaram a ser aqueles em que te foi atenção exclusiva. Retribuias com uma pequena conversa com muitos sons que mais faziam lembrar uma rola. Fosse deitada nas pernas do teu pai enquanto ele via o telejornal no sofá ou deitava comigo na cama às mais variadas horas do dia. Tu gosta de conversa e detesta a pasmaceira.

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Por esta altura já dominavas a arte de chuchar numa chupeta mas não querias saber dela para nada quando estavas muito chateada, aliás nem no peito conseguias mamar nesses momentos.

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A tua irmã Alice adora te dar alcunhas (apelidos). No mês passado eras a Bêni e depois a Bécky. Neste mês foste a Iári que depois variou para Iaiaiu. As alcunhas são sempre tão inusitadas e engraçadas que às tantas estamos todos a usá-las e a quantidade de alcunhas não pára de aumentar.

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No fim deste mês eu cheguei a conclusão que não gostavas do teu berço, passavas a maior parte do dia a dormir em outros sitíos e quando chegava a noite ias para lá mas antes das 2h acordavas e a seguir a mamar não querias voltar. Então lá perdia eu horas preciosas de sono a adormecer-te para te por no berço até que um dia eu decidi que não dava mais e passaste a dormir na cama comigo. Uma solução não muito confortável para mim mas a única possível naquela fase pois eu precisava dormir mais.

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Esta última foto é do fim de maio, depois de termos ido buscar os manos a escola, já num verdadeiro dia de primavera, finalmente. E agora que venha o verão para cresceres ainda mais.

 

 

lara, segundo mês

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Começaste o teu segundo mês no Algarve, na casa da Bisa. Era Páscoa, a tua primeira e passaste-a muito bem, de colo em colo. Foi lá que dormiste pela primeira vez 5 horas seguidas. Choraste muito no caminho de volta para casa. Os teus estiveram em casa connosco o resto desta semana e os dias foram mais cheios e caóticos, a ponto de eu já desejar o início das aulas.

Neste mês continuaste a usar os inúmeros casacos e blusas de lã que a Bisa fez para ti, o frio e a chuva não deram tréguas e saímos muito pouco de casa. Mas apesar disto gastei caixas e caixas de soro fisiológico pois tinhas o nariz entupido quase sempre. Foste muitas poucas vezes buscar os manos à escola para desagrado deles. Também foi neste mês que fizeste a primeira visita ao meu trabalho e finalmente conheceste os meus colegas, dormiste praticamente o tempo todo.

Os nossos dias em casa foram relativamente calmos nesta fase, alguns dias aproveitamos para voltar para a cama depois do pai e os manos saírem. Recebemos muitas visitas da avó e algumas vezes fomos nós a retribuir as visitas. Ainda adormecias no meu colo depois das mamadas e continuaste a dormir muitas horas durante o dia graças a uma estratégia que eu já tinha usado quando a Alice era bebé: o exaustor da cozinha. O fim de tarde e a hora do jantar era a altura de maior stress para ti, choravas desalmadamente e várias noites adormeceste na alcofa ao pé do exaustor antes de ir para o quarto.

Tinhas 8 semanas quando olhaste para nós e realmente nos viste e sorriste. Logo descobrimos que adoravas uma boa conversa. Quem olha para ti no olho e conversa contigo ganha sempre generosos sorrisos. Tu gostas de atenção e não te calas se não a ganhas.

Também foi neste mês que conheceste o teu tio e o nosso amigo Breno. Eles estiveram por aqui entre abril e maio. O tio foi-se embora tendo te pego ao colo no máximo 3 vezes, cada vez que eu te estendia para ele a reação era a mesma: tens a certeza?

És um bebé pequeno, estas no percentil 15 de comprimento e também não és tão rechonchuda quanto os teus irmãos, mas por esta altura já tinhas alguns refegos bons. Os teus olhos eram bem azuis ao contrário dos teus irmãos nesta idade. Serás tu o meu primeiro filho de olhos claros?

 

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lara, primeiro mês

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Trouxemos-te para casa numa manhã de sábado cinzenta e chuvosa. O teu pai vinha nervoso e os teus irmãos ansiosos, ainda no hospital perguntaram se poderiam brincar contigo logo que chegássemos a casa. Vinhas acordada, talvez a perceber que estavas em algum lugar diferente. À tarde apareceram algumas visitas, andaste em alguns colos e choraste um bom bocado, tanto é que a tua irmã declarou logo que eras uma chorona e nunca irias parar. Não sabias estar acordada e na tua primeira noite em casa parecias não saber adormecer também, choraste e choraste até às 3:30 da madrugada. No segundo dia eu era uma perfeita zombie, a dar o meu máximo para não te deixar cair enquanto te amamentava. Eu já devia estar a espera, afinal um bebé que deu 5 voltas na barriga 4 semanas antes de nascer e só se posicionou 2 dias antes do parto só poderia ser um bebé muito… hmm.. agitado?!

Mas no segundo dia em casa estavas diferente, mais calma, ambientada talvez, dormir e comer passou a ser a tua rotina. Ainda estávamos no hospital quando eu decidi que não haveriam horas rigídas para te amamentar, a mínima suspeita de que tinhas fome, comias, independentemente se tinhas amamentado a 1h atrás. Ao terceiro filho a experiência fala mais alto, eu tenho muitas vezes aquela sensação de que já vi este filme e tenho confiança para seguir os meus instintos maternos. Ser o terceiro filho tem de ter das suas vantagens, não concordas?

O teu sono era (e ainda o é) sagrado mas os teus irmãos encontraram sempre formas de te acordar, a curiosidade por ti era tanta que eu não os conseguia conter. Desde o início, mesmo quando ainda tinhas o olhar parado no horizonte, gostaste de estar perto deles, por mais barulhentos e ciumentos que fossem. Ainda não tinhas um mês de vida quando eles brigaram para ler um livro para ti.

Neste primeiro mês tivemos umas noites nada memoráveis e que me renderam pelo menos duas grandes enxaquecas. Nunca fizeste mais de 4 horas de sono a noite e definitivamente não és tão dorminhoca como a tua irmã Alice que dormia a noite toda desde o segundo dia de vida, mas eu mantenho a esperança que a história mude.. um dia, brevemente..

Um dos meus maiores desafios neste mês foi manter-te quentinha e sem constipações. A minha estratégia era enrolar-te sempre nas milhares de mantas de tricot feitas pela bisa que herdaste dos teus irmãos, muitas ainda mal usadas pois eles nasceram no verão, num calor absurdo de julho, enquanto tu vieste no inverno, uma estação que eu rezo para passar a correr (fato que me trouxe sentimentos dúbios pois eu não queria que o meu tempo em casa contigo passasse a correr). O teu pai deu-te a alcunha/apelido de Charutinho pois toda vez que eu te entregava para ele, estavas perfeitamente embrulhada em lã. Todos na família passaram a chamar-te assim neste primeiro mês.

Já ia esquecendo de referir que os banhos foram o teu segundo lugar preferido (algum quer adivinhar qual é o primeiro?) desde o início, adoraste estar na banheira desde o primeiro banho e eu usei esta estratégia algumas vezes para te adormecer e acalmar.

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25 de Abril

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No ano que eu nasci o meu país (Brasil) encontrava-se sob uma ditadura militar. A repressão era dura, as pessoas eram impedidas de se expressarem livremente, não tinham acesso a informação que não fosse filtrava pela censura e viam os seus direitos constitucionais serem ignorados. Quem queria se expressar artisticamente tinha de deixar o país e pedir exílio no estrangeiro, como fizeram por exemplo Gilberto Gil, Caetano Veloso e Chico Buarque, entre tantos outros. Eu não vivi nada disto, quando já tinha idade por perceber as coisas melhor, os jovens já saiam às ruas pelas Diretas Já. Eu só conheço uma sociedade democrática, que nos permite dizer o que pensamos, ir e vir sem ter que pedir autorização do Estado, criar, criticar e protestar livremente. As conquistas de outras gerações nos permitem isto e eu acho que nunca devemos deixar de valorizar a liberdade que hoje temos, especialmente em alturas como agora quando no meu país e até mesmo por aqui surgem vozes a pedir a volta da ditadura.

Os meus filhos desceram a Av. da Liberdade, com cravos nas mãos a festejar, mesmo sem perceber muito bem o que, mas sabendo que o dia 25 de abril não é um dia qualquer, é sim um dia diferente e especial.

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tinycottons SS16

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Ano passado fui apanhada de surpresa com um convite muito especial vindo de uma das minhas marcas preferidas, a tinycottons.

Então, num fim-de-semana chuvoso de junho, eu agarrei na minha câmera, nos meus filhos e nas lindas peças da coleção de verão deste ano e saímos pela cidade a tirar fotografias sempre que a chuva dava uma trégua e o sol dava a sua graça. Algumas destas imagens foram selecionadas para fazer parte do catálogo SS16 da tinycottons.

Hoje publico aqui algumas das minhas preferidas.

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A minha entrevista e as imagens selecionadas estão no blog da tinycottons aqui.